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Reestruturação aproxima forças de segurança da população e descentraliza o combate ao crime organizado no Ceará 

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A estratégia se alia a diversas outras ações para fornecer melhores condições de trabalho aos profissionais e mais proteção para os cearenses

Desafio nacional, a Segurança Pública é uma das prioridades do Governo do Ceará. Nos últimos anos, diversas ações foram adotadas pelo Estado, como a construção de novos prédios e estruturas, convocação de profissionais, compra de equipamentos modernos, incluindo novos sistemas para aumentar a produção e a remuneração dos agentes. A nova ‘cara’ da segurança cearense vem dando resultado: neste ano foi registrada a maior redução de homicídios desde 2009. 

Em dezembro de 2024, o chefe do Executivo Estadual sancionou a reestruturação da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e de todas as vinculadas da pasta: Polícia Militar do Ceará (PMCE); Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE); Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce); Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE), Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp/CE) e Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp). 

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“A reestruturação das nossas Forças de Segurança representou um passo fundamental para tornar o combate ao crime ainda mais eficiente e aproximar ainda mais o estado dos cearenses. Descentralizamos a gestão, ampliamos batalhões, companhias e delegacias, fortalecendo a investigação e garantindo mais agilidade no atendimento em todas as regiões do Ceará. Com integração, inteligência e presença mais forte no Interior, demos melhores condições de trabalho aos nossos profissionais e mais segurança para o nosso povo”, destacou o governador Elmano de Freitas.

Dentro da SSPDS, a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), setor que atende as chamadas de emergência da população, teve as suas atividades descentralizadas. Também foram criadas as células de Apoio aos Grupos Vulneráveis e de Combate à Violência contra a Mulher, ligadas à Coordenadoria Defesa Social (Codes), fortalecendo o trabalho entre a população e as forças de segurança. E mais recentemente, houve a criação da Coordenadoria de Articulação Intersetorial (Cointer) da SSPDS-CE, que promove a integração entre as forças policiais e a comunidade, coordenando ações como a posse dos Conselhos Comunitários de Defesa Social (CCDS) e a articulação com guardas municipais.

Para o titular da SSPDS, Roberto Sá, todas as medidas tomadas com a reestruturação foram fundamentais para a diminuição dos índices de criminalidade. “A reestruturação foi mais uma decisão muito acertada do governador Elmano de Freitas, prestigiando e fortalecendo as nossas instituições. Essa modernização e reestruturação nos permitiu focar nos indicadores de criminalidade, que precisamos seguir atacando, verificando também quais os indicadores de produtividade, se aumentados, impactam no crime. Todas essas medidas fizeram com que as vinculadas estivessem presentes para executar a sua missão institucional de forma a atender melhor o cidadão”, disse.

Uma das estratégias adotadas que chamou bastante atenção foi a implementação do sistema de Metas Integradas de Segurança Pública (Misp). Iniciada em fevereiro de 2025, a ação, que estabelece bonificações de acordo com o desempenho, tem como objetivo fortalecer a redução de indicadores de violência. No primeiro ano, foram pagos R$ 102 milhões em gratificações para policiais civis e militares, bombeiros militares, peritos e auxiliares de perícia. Somente no primeiro quadrimestre de 2026, o montante alcançou R$ 44 milhões.

“Todo esse fortalecimento e ampliação de estrutura das vinculadas tem nos permitido estar mais próximo do cidadão, tendo um alcance maior, capilarizando a nossa atuação e permitindo que um grupo de servidores tenha uma população menor e uma área geográfica menor em sua responsabilidade, fazendo com que ele possa tomar decisões mais efetivas e eficazes. Atualizando as estruturas dessas instituições, de maneira que seus profissionais estivessem empoderados, com presença física, valorizados para exercer sua função, isso foi fundamental”, complementou Roberto Sá. 

Um reforço importante para o trabalho policial foi a regulamentação do Sistema Estadual de Inteligência da Segurança Pública. Com ela, o número de agentes subiu de 135 para 791, trazendo mais celeridade para a resolução dos casos. Localizado no Cisp, o Centro de Inteligência do Ceará (CIC) conta com parte deste efetivo, reunindo dados e integrando diferentes operações.

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Ainda dentro da estrutura da SSPDS, foi criado o Programa de Cumprimento de Mandados de Prisão (Procumpri). Regulamentado em dezembro de 2025, a iniciativa tem como objetivo prender indivíduos com mandados de prisão em aberto. No ano passado, 1.935 pessoas foram capturadas.

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