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De Assis Diniz: “Banco Master é parte de um esquema iniciado no governo Bolsonaro para fraudar o INSS e financiar campanhas eleitorais”

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O deputado estadual De Assis Diniz (PT) denunciou, em pronunciamento na Assembleia Legislativa, nesta quinta (5), a gravidade do escândalo envolvendo o Banco Master e seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal por participação em um esquema bilionário de fraudes financeiras. Vorcaro voltou a ser preso esta semana durante a 3a fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo STF, que apura crimes como ameaças – inclusive ao jornalista Lauro Jardim, do O Globo –, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. As investigações apontam que o banco operava com a venda de títulos de crédito falsos e outras irregularidades financeiras. “As mensagens reveladas nas investigações mostram que os nomes envolvidos eram de parlamentares ou ocupantes de cargos executivos de direita, ligados ao bolsonarismo”, ratificou.

De Assis destacou a cronologia do escândalo, que começa em 2017, quando Vorcaro adquiriu o Banco Máxima, instituição que já era denunciada por irregularidades. Durante o governo Bolsonaro, o banco ampliou suas operações após decisões institucionais – com a autorização de Campos Neto (Banco Central), Paulo Guedes (Ministro da Fazenda) e Onyx Lorenzoni (Previdência) – que facilitaram sua atuação no sistema financeiro e no mercado de crédito consignado para aposentados. Em 2021, o Máxima foi rebatizado como Banco Master. À época, o senador Ciro Nogueira (Progressistas) – citado como “amigo” no celular de Vorcaro –, apresentou projeto que beneficiaria o socorro aos bancos privados, aumentando o Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 milhões para R$ 1 bilhão. No período, o banco também passou a operar com recursos de fundos de pensão estaduais e municipais. “É importante destacar que Fabiano Zettel, envolvido no esquema do INSS, pastor da Igreja Lagoinha, de Nikolas Ferreira, e cunhado de Vorcaro, é um dos maiores doadores das campanhas de Bolsonaro (R$ 3 milhões) e de Tarcísio de Freitas (R$ 2 milhões), governador de São Paulo. Isso sem falar com o que foi depositado direto na conta dos candidatos”, denunciou o petista.

O deputado também apontou a proximidade do banqueiro com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que chegou a utilizar aeronave ligada a Vorcaro na campanha de Bolsonaro, e gestores públicos alinhados ao bolsonarismo – como os governadores Ibaneis Rocha (DF), do MDB; Cláudio Castro (RJ), do PL; e Clécio Luís (AP), do União Brasil, além de vários prefeitos – que direcionaram recursos de fundos de aposentadoria para investimentos no Banco Master. “Não à toa, em entrevista, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, demonstrou sua preocupação com a CPMI. O caso exige investigação rigorosa e responsabilização dos envolvidos, pois revela a ligação entre corrupção financeira e interesses políticos de apoiadores de Bolsonaro. E importante lembrar que eles gostam de falar mal do Lula, mas nunca encontraram nada contra ele”, finalizou.

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